Quando envio mensagens a dizer que tenho saudades, nem sempre quer dizer que tenho saudades da pessoa em questão, no momento, no aqui e agora. Tenho saudades do que fomos, porque a vida é maravilhosa, linda e magnífica, mas está sempre a avançar, o tempo passa por nós como os camiões TIR passam nas nacionais, uns atrás aos outros sem avisarem e darem a oportunidade de os ultrapassarmos. Tenho saudades da pessoa que eu fui, que eu era, e entristece-me saber que as coisas não voltarão para trás. Os donos das palavras chamar-lhe-iam melancolia.
E sim, sou daquelas pessoas que mesmo que pudesse voltar atrás, acabaria por não mudar nada - se soubesse na altura o que sei hoje, nunca teria chegado até aqui.
O que quer que aqui signifique - menos certezas, muitas inseguranças, queixumes, frustrações e alguma felicidade no meio da infelicidade. Pelas razões óbvias, e porque o amor é, continua a ser, e será sempre a base de tudo na vida.
Quando me perguntam se já tenho mais de 18 anos, tenho de pensar duas vezes antes de dizer que sim... Peter Pan, és tu que estás a chamar por mim?
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
domingo, 22 de novembro de 2015
amar
Volto à letra A para aprender a amar e a ser amada.
Hoje falávamos da importância que é resolver as coisas cá dentro, as inseguranças, para viver com os outros sem sofrer tanto... Dos gordinhos, do bobo da corte, dos extrovertidos e divertidos que no fundo escondem, lá no fundo, grandes problemas e tristezas. Na vida, o que parece que é em muito, é sempre de desconfiar... Acredita.
Não te expliquei que muito disso, que tiveste, é o que não consegues conceber que os outros não tiveram - amor, respeito, aceitação pela diferença de ideias, segurança... É bom poderes discutir sem nunca pôr em causa que a viagem chegou ao fim, porque sabes que o amor por ti é incondicional. Meu amor, é tão complicado explicar-te que não somos todos como tu, com os teus valores, com a tua educação... Ainda hoje tentava explicar e compreender como é que existem homens por aí dispostos a sacrificarem-se por uma ideologia, em que morrer e matar faz parte, mulheres dispostas a taparem a cara e renegarem a anos e anos de evolução pelos direitos das mulheres porque preferem ficar em casa a tomar conta das crianças e da casa, aprender a ler e pouco mais...
Proteger-te-ia deste mundo, se pudesse. Se não tivesse vontade de ser protegida de mim própria, antes destas questões todas da actualidade - a política, a economia, a sociedade, o mundo... Vem tudo numa lança apontada não a nós, mas ao nosso futuro.
Algures aqui, abraças-me. E por isso hoje, isso basta.
Respiro mais, o ar verde e puro daqui. E anoitece tão rápido porquê?
domingo, 26 de julho de 2015
afinal, a minha vida não acabou na letra A
Olho para trás e lá estão vocês. Estão lá todos.
Nos momentos maus, sempre que quis, estiveram comigo. Juntos rimos, trocámos sonhos, ideais, lágrimas de frustrações, de conquistas... Juntos enfrentámos correntes do mar, demos as mãos sob a noite cheia de estrelas, bebemos com muitos brilhozinhos no olhar.
Eu gostava de ser uma fadinha, de vos arrastar das vossas vidas e transformar tudo em bonito e querido. Que triste e misera vidas estas as nossas, em que nunca temos tudo o que queremos - se temos o trabalho de sonho, faltará o grande amor vindo em cima do cavalo, se temos o amor falta o cavalo e o dinheiro para a casa, se temos a casa falta o dinheiro para os electrodomésticos...
Gostava que à minha volta fosse felicidade e amor, mas meus queridos, nunca vamos chegar à linha do horizonte, ela está lá para nos fazer avançar, mas não é suposto chegarmos lá...
Culpo o raio da nossa sociedade que nos educa a fazer acreditar que podemos ser quem quisermos - exceptuando que somos condicionados por tanta coisa, que até me dói a cabeça só de pensar... Por isso não, não podemos ser quem quisermos, seremos sempre melhores, a vida não se coaduna com perfeições, coaduna-se com imprevistos, com sorrisos, com amor, abraços, beijinhos e música. Sim?
Deitem fora as ideias de pantominice, os dramas, as lágrimas, as dores de cotovelo... Deitem fora as caixas negras e vivam a vida de olhos fechados e corações bem abertos!
(Dedico este texto a todos nós)
domingo, 7 de junho de 2015
do lado daqui...
Fecho os olhos e abraças-me com força.
Que quando estiver ansiosa tenho de pensar em cães ou gatos mortos. Eu sei que me fazes rir e que cuidas de mim como nunca ninguém o fez. Eu talvez te descuide como nunca ninguém o fez também, bebé de ouro dos teus... A tua vida é como um rio daqueles que vai desaguar ao mar, sem acidentes de percursos. Depois apareci eu!
Mexes-me no cabelo, que cheira tão bem, abraças-me muito e sei que queria estar mais perto do que isto. A distância é uma puta, li hoje numa qualquer página de Facebook. Leio tanto, vejo tanta coisa - e sabes, cada vez mais desencantada com as pessoas que me aparecem na vida. Cada vez a nossa natureza me espanta mais pela estupidez natural, que acredito ser infinita! Cada vez me fecho mais, quanto mais vejo - filme repetido na minha memória, pessoas boas são boas enquanto não se revelam más, pessoas más são más enquanto não surpreendem com coisas boas... Sorrio por estarmos longe disto, o nosso comboio vai lá à frente, longe desta confusão toda. Vai, não vai?
Perco-me nos teus olhos - peço-te o de sempre. Por instantes parece que estou num filme ("o filme!"), no final estou lá à tua espera, depois de tudo estar perdido por uns minutos, a vida tem um fim bom para todos nós, se não está tudo bem não é o fim - prometes?
Fico sempre com o coração apertado... Quando o lado daqui devia ser aí!
Que quando estiver ansiosa tenho de pensar em cães ou gatos mortos. Eu sei que me fazes rir e que cuidas de mim como nunca ninguém o fez. Eu talvez te descuide como nunca ninguém o fez também, bebé de ouro dos teus... A tua vida é como um rio daqueles que vai desaguar ao mar, sem acidentes de percursos. Depois apareci eu!
Mexes-me no cabelo, que cheira tão bem, abraças-me muito e sei que queria estar mais perto do que isto. A distância é uma puta, li hoje numa qualquer página de Facebook. Leio tanto, vejo tanta coisa - e sabes, cada vez mais desencantada com as pessoas que me aparecem na vida. Cada vez a nossa natureza me espanta mais pela estupidez natural, que acredito ser infinita! Cada vez me fecho mais, quanto mais vejo - filme repetido na minha memória, pessoas boas são boas enquanto não se revelam más, pessoas más são más enquanto não surpreendem com coisas boas... Sorrio por estarmos longe disto, o nosso comboio vai lá à frente, longe desta confusão toda. Vai, não vai?
Perco-me nos teus olhos - peço-te o de sempre. Por instantes parece que estou num filme ("o filme!"), no final estou lá à tua espera, depois de tudo estar perdido por uns minutos, a vida tem um fim bom para todos nós, se não está tudo bem não é o fim - prometes?
Fico sempre com o coração apertado... Quando o lado daqui devia ser aí!
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Equílibro
o meu desejo para o ano.
eventualmente, terei de comprar umas andas. ou isso, ou começo a fazer acrobacias no circo!
eventualmente, terei de comprar umas andas. ou isso, ou começo a fazer acrobacias no circo!
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